

Você gostaria de se sentir um pouco mais contente? Aqui estão 7 maneiras simples para trazer mais alegria para sua vida.
Você poderia ser mais feliz?
Enquanto cientistas acreditam que a genética dita o nível de felicidade das pessoas, pesquisas do novo campo da psicologia positiva sugerem que, assim como o seu peso ideal, o seu nível de felicidade não é determinado por um único ponto, mas sim em uma faixa. Então, não importa o que está em seu DNA, você tem a capacidade de elevar seu nível de felicidade para viver bem no seu limite.
Para isso, você precisa desfazer alguns mitos. Primeiro, mesmo a implacável perfeição e glamour da vida de uma super Top Model não se traduz verdadeiramente em pura felicidade. Na verdade, pessoas felizes têm tantos sofrimentos quanto qualquer um. Segundo, pessoas felizes não são mais ricas que pessoas infelizes. Um estudo sobre ganhadores de loteria descobriu que depois de um ano não estavam ainda mais felizes. Além disso, esses ganhadores passam a ter menos prazer com coisas simples da vida. Terceiro, acontecimentos ruins não apagam a felicidade: pessoas com paralisia decorrente de acidentes reportaram mais emoções positivas do que negativas durante as oito semanas iniciais.
Então, seu nível de felicidade não é determinado pelo que acontece com você; mas sim pelo que você faz! “As pessoas podem e têm grande influência sobre seu próprio humor” comenta Christine Padesky(1).
Especialistas e pessoas que aprenderam a maximizar seus níveis de felicidade mostram como você pode começar.
Pergunte se você quer ou se você precisa
“Nossa cultura nos manda uma grande variedade de mensagens dizendo que seremos felizes se comprarmos determinados produtos,” diz Greg Hicks(2). No fundo as mensagens dizem que se você não é feliz, pode ser porque você ainda não comprou as quinquilharias suficientes. Contudo, se você fizer uma lista com o que lhe traz felicidade, provavelmente não irá incluir um novo carro.
Isso é o que descobriu Liza Gutierrez-O’Neil. Ela costumava se ver em sua bela posição de Diretora Executiva, com seu carro do ano e uma super casa – até ser demitida. “Eu me perguntei se estivesse numa ilha deserta, sem o que eu não conseguiria viver. Então, me dei conta que ficaria péssima se perdesse meu marido, minha mãe ou meu pai; mas se perdesse minha conta bancária, eu poderia lidar com isso.” Quando ela mudou seu foco do que achava que queria para o que ela sabia precisar (“família, amigos e paz interior”): “Eu aprendi a viver com o que tinha – a vida é muito mais do que objetos. Agora, quando estou pensando em comprar algo, me pergunto: Isso vai me fazer uma pessoa melhor? Se a resposta for negativa, eu não preciso comprar.”
Além disso, dê mais atenção a adquirir experiências e novas habilidades do que comprar coisas. “Muitas pessoas gastam muito tempo e dinheiro em experiências” diz Leona Brandwene(3). “Entretanto experiências – como um curso ou mesmo uma massagem relaxante – ajudam a nos desenvolvermos. E, em longo prazo, a felicidade vem do desenvolvimento pessoal.
Mude seu vocabulário
Descreva negativamente a vida e você irá vivê-la negativamente. Dizendo: “Estou tendo um ataque dos nervos” automaticamente será transformada numa vítima desse ataque. Porém, chamando de “um momento de ansiedade” remarca toda a experiência como algo que você pode superar, explica Joe Caruso(4).
Já que não existem palavras mágicas para serem postas no seu vocabulário que irão lhe trazer felicidade, existe uma que você precisa deixar de fora: merecer. Pessoas que dizem “Eu mereço ser rico” ou “Eu mereço um bom relacionamento amoroso” normalmente ficam sentadas esperando que essas coisas caiam do céu. Na realidade, diz Dan Baker(5), você conquista dinheiro, conquista conhecimento, conquista amigos; você até conquista um relacionamento saudável com seu cônjuge. Conquistar é ativo; merecer é passivo. Pessoas que agem tornam-se gerentes de sua própria felicidade.
Evite o “Mas se isso e se aquilo”
É fácil ficarmos, mesmo sem perceber, adiando nossa felicidade. Você pensa, se eu conseguir um novo emprego, se eu conseguir uma grande venda, se eu conseguir um novo amor, aí sim eu serei feliz. Contudo, com essa postura, você está mantendo sua felicidade constantemente fora de alcance. “Estamos sempre esperando o amanhã para sermos mais felizes do que hoje,” comenta Caruso. “Entretanto, nossa capacidade para a felicidade está diretamente ligada ao quanto podemos ser felizes no momento.”
Traga felicidade para o seu presente aprendendo a saborear. Permita que sua mente fique absorvida em qualquer coisa que você esteja fazendo; seja comendo uma salada de rúcula, lendo seu jornal, ou mesmo percebendo o que há a sua volta enquanto caminha do carro até o escritório. Deixe de lado pensamentos do passado e do futuro (não pense no que você irá fazer quando estiver em sua mesa!). Recomenda Fred Bryant(6). Deixe sua mente ser absorvida pelos detalhes do momento e ligue todos os seus sentidos.
Identifique com precisão o que lhe faz feliz
O simples fato de listar coisas que a agradam pode levar seu quociente de felicidade para outros patamares. Em um estudo (na Universidade da Califórnia), pessoas que guardaram gratidão e alegria em suas anotações diárias sentiam-se melhores em suas vidas como um todo do que as que registraram aborrecimentos ou eventos normais. Ainda, as que eram gratas, exercitavam-se com mais regularidade e eram mais otimistas com cada próxima semana. Se você não usa um diário, então, pelo menos, converse ou troque e-mails com alguém contando coisas legais que viveu durante o dia.
Faça desafios a você mesma
É tentador buscar prazeres simples como bolo de chocolate ou champanhe na esperança de que mais momentos de prazer trarão mais felicidade. Trata-se de uma dupla armadilha: você não consegue aumentar seu nível de prazer simplesmente aumentando a quantidade desses prazeres simples em sua vida; além disso, quando você para, o sentimento agradável desaparece rapidamente. Pequenos prazeres são legais, diz Baker. Entretanto “eles são uma sobremesa para a vida, não o prato principal.” As alegrias mais doces freqüentemente vêm das vitórias mais árduas.
“Pequenos prazeres não lhe fazem se sentir bem porque felicidade não está relacionada com facilidade; felicidade está relacionada com a maneira de encarar os desafios que sua vida lhe traz.” ele explica. Se, por exemplo, seu objetivo for ser mais saudável, ficar sem chocolate em alguns momentos será melhor do que comê-lo.
Crie Novas Regras
Preveja a vida que realmente quer. Se você e seu companheiro chegam em casa e começam a criticar um ao outro, então, talvez, você preveja sorrisos mútuos quando chegam em casa e um sentimento de felicidade por estarem lá, diz Padesky.
“Conceda cinco minutos a você mesma para imaginar os aspectos positivos da sua visão antes de começar a pensar nos obstáculos.” diz ela. Depois pergunte-se o que as pessoas que estão se divertindo em casa podem estar fazendo. Eles podem estar se comunicando mais? Eles podem estar compartilhando momentos felizes dos seus dias antes de falar de problemas? Depois, aja como se você já vivesse no seu sonho. Se chegar em casa mais cedo, coloque uma boa música para tocar e pense em alguma coisa divertida para conversar. Depois faça uma análise do que funcionou e do que não funcionou. Faça ajustes enquanto tenta permanecer fiel a sua visão.
Deixe o passado para trás
Tentar mudar o passado é como tentar mover uma parede empurrando-a com força – ela não vai mover-se e você ainda vai ficar exausto. Traumas passados não precisam ser apagados, mas você pode usar suas habilidades e recursos emocionais para aprender com eles e conquistar uma felicidade duradoura.
|
|
--
1. Christine Padesky é Ph.D., autora do livro “Mind Over Mood” e co-fundadora do Centro de Terapia Cognitiva, na Califórnia – EUA;
2. Greg Hicks é consultor corporativo e co-autor de “How We Choose to Be Happy”;
3. Leona Brandwene, empresa Sua vida de volta – Newark, EUA
4. Joe Caruso é treinador em liderança e autor do livro “The Power of Losing Control”;
5. Dan Baker é Ph.D., psicólogo e autor do “What Happy People Knows”;
6. Fred Bryant é Ph.D., professor e pesquisador em psicologia (Universidade de Loyola/Chicago – EUA)
7. Brendan Tobin é conselheiro pessoal nos EUA.
8. Bárbara W. Mark é Ph.D., psicóloga e orientadora empresarial no instituto “Full Circle” em São Francisco – EUA.