A MOTIVAÇÃO PERFEITA PARA PERDER PESO PDF Imprimir E-mail
25.abril.12
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Um problema repentino pode
lhe mostrar do que você é feita


 

Contado por Ellen Michaud (colunista Curves Internacional)

 

Dor é um saco!


Enquanto eu lentamente começava atravessar a sala, uma dor fulminante invade meu joelho, corre pelas minhas costas e termina no meu pulso. “Oh, que ótimo!” Resmunguei para Rufus, meu preocupado pequeno poodle, que me acompanhava bem atrás das minhas novas muletas.

 

Dou uma parada e mexo um pouco minha mão para relaxar. “Agora minha mão está muito dormente!”

 

Felizmente, não há ninguém por perto, além dos cães, para ouvir minhas queixas mal-humoradas. Meu marido correu para a academia e, se for esperto, vai dar uma boa e longa parada no mercado para escolher algumas frutas.

 

Eu desisto de tentar sentir minha mão novamente, seguro minhas muletas da melhor maneira possível – aliviando o peso do meu joelho ruim, e volto a andar. “O-o-o-oo...” O gemido inconsciente enferruja ainda mais a triste cacofonia com que eu me cerquei. Como uma mulher ativa, com lugares para ir e pessoas para ver, não estou lidando bem com minha lesão. Eu tenho livros para escrever, entrevistas para conduzir, planos para realizar, uma casa para administrar, cachorros para alimentar, um jardim para cuidar e uma família que precisa de amor, uma mente prática e um ombro amigo.

 

Hoje, nada disto está sendo feito. Em vez disso, eu me arrasto pela sala em direção a cozinha com meu poodle cada vez mais preocupado me observando. Viro-me para tranquilizá-lo e descubro que meu, igualmente preocupado, Bulldog Francês também está me seguindo.

Fantástico. Agora somos uma fila indiana.

 

Me esparramo numa cadeira da cozinha. Enquanto minhas costas me deixam quase inválida e uma dor aguda corta meu joelho, um leve grito de dor sai sem que eu perceba. Então, movimento de novo minha mão dormente e alcanço o café na mesa.

 

Contemplando o sol da manhã pela janela, me dou conta que eu mesma me coloquei nessa situação. Eu havia decidido forçar mais nas minhas aulas de natação para queimar mais calorias e fortalecer minha coluna – o que parecia muito bom. Fui com cuidado. Contratei uma fisioterapeuta que também era nadadora profissional. A rotina proposta por ela era vencedora. Infelizmente, ela não tinha como prever que eu perderia a atenção por um instante e a bóia (do tipo macarrão) debaixo dos meus pés iria ricochetar para cima e rasgar um pedaço da cartilagem do menisco no meu joelho.

 

“Uau!” Cheguei até a pensar que poderia tranquilizar minha treinadora. Meu joelho não se movia tão livremente assim desde que eu era uma menina.

 

Vinte e quatro horas depois eu estava mancando. Uma semana depois estava no consultório do meu médico e, no dia seguinte, estava numa cadeira de rodas analisando alguns radiografias tenebrosas com um ortopedista. A prova era clara. Uma infância pulando e correndo nas calçadas com tênis inapropriados (meus velhos Keds) – antes da alta tecnologia de absorção de impacto, chegou ao seu ápice: eu estava com metade da cartilagem que Deus havia posto em meus joelhos.

 

Agora, o menisco – um importante pedaço de cartilagem que impede os ossos de rasparem um contra o outro e, também, de saírem do lugar, tinha soltado e parado na articulação. Naturalmente, os quilos extra que ganhei ao longo dos anos não ajudaram em nada – como meu ortopedista fez questão de me fuzilar. “Seus joelhos estão um caco,” ele disse resumidamente enquanto me encaminhava para o andar de cima – reabilitação ortopédica. “Você precisa perder peso antes de perder mais cartilagem,” completou.

 

Lamentando, tive que concordar com ele. Se eu não tirasse peso dos meus joelhos, minha vida seria um mar de dor.

 

No dia seguinte, bani queijos e salgadinhos da minha cozinha e pedi ao meu marido para encher a geladeira com peixes, vegetais e frutas. Um cereal de aveia com baixo teor de gordura foi colocado no armário.

 

Também fui para a fisioterapia. Anna, minha fisioterapeuta, foi a especialista que me tirou da cadeira de rodas e me colocou nas muletas em uma hora. Ela também me passou exercícios para fortalecer as pernas – de forma que trabalhassem em volta do menisco machucado sem danificar ainda mais a cartilagem. Anna me encorajou a retornar para a natação o mais rápido possível. Os exercícios manteriam minhas costas fortes enquanto recupero meu joelho. Uma vez que eu voltasse a ser uma mulher completa novamente, poderia voltar para a Curves.

 

Bem, por agora, fui até uma loja comprar minhas próprias muletas; Anna me deu as ferramentas que precisava para conviver e me recuperar da lesão. E, a dor me deu a motivação que precisava para seguir firme numa dieta.

 

Nem a fisioterapia, nem a dieta são fáceis; mas, eu venho de uma longa linhagem de mulheres fortes. Elas passaram por guerras, depressões financeiras, epidemias, pela morte de crianças e pelos caprichos dos homens.

 

Eu posso fazer o que precisa ser feito. Já tomei minha decisão.



 

Comentários  

 
+1 #18 Daniela 13-05-2012 00:42
como meu pai dizia 'nada como a agua batendo na bunda pra fazer a gente se mexer', semtimentos ruins sempre nos empurram
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0 #17 SUSI 10-05-2012 22:38
Gostaria que mndassem o endereco de um Curves aqui em BALNEARIO cAMBORIU.
Obrigada
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+2 #16 Rosangela 02-05-2012 23:25
:-*eu sou Brasileira e não desisto nunca são 6anos tentando eliminar peso,mais um dia como tudo tem seu tempo eu conseguirei em nome de jesus amem. :P
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+2 #15 marcia luriko 29-04-2012 17:20
:-x Quando leio historias de superacao como a de voces,me animo em tentar pela milesima vez adequar meu peso,mas passado alguns dias ja estou eu comendo besteiras novamente. Ate ando um ou tres dias de esteira e bicicleta,mas quando meus joelhos comecam a doer me desanimo. Agora estou pesando 92.200,e com 1.54 de altura ja nao suporto mais tanto peso :cry:
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+2 #14 Rosa Quintela 29-04-2012 11:47
Adorei o comentário acima e confesso que me empolguei mas o que me falta é a bendita da força de vontade, que tenho para tantas outras coisa e situações, mas para mim é quase que impossível, mas acho que pelo menos vou tentar mais uma vez, pois, como a amiga acima também os meus joelhos estão gritando por socorro.
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+1 #13 simone 29-04-2012 11:32
Impressionante, como o ser humano só consegui tomar decisões após muito sofrimento. Eu também estou com problemas de Saúde e financeiro. Mas após ver este relato vou mudar de vida, e DEUS há de me dar as forças necessárias.
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-2 #12 Rose 27-04-2012 22:38
:-x acabei de comer um x tudo..... estou me sentindo como uma lata de lixo, écaaaa.
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+2 #11 LIRIA LEAL 26-04-2012 22:46
:lol: por incrivel que pareça h ;-) oje antes de ler esta mensagem eu tinha pensado em dar um mudada em minha vida agora lendo iso não tem mais o que pensar. ;-)
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+3 #10 Marilena V. Drumond 26-04-2012 20:31
Preciso mesmo de dar uma guinada em minha vida física.

Um abraço
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+2 #9 Marilena V. Drumond 26-04-2012 20:30
muito bom sue comentário, estarei dando uma volta em minha vida a partir de agora.
Um abração e seja feliz :lol:
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+4 #8 Aglacy 26-04-2012 19:30
:-| Na realidade, a coisa é séria, temos que tomar uma atitude enquanto temos tempo e espectativa de uma vida saudável e feliz. Vamos fazer da nossa vida uma "linda História" Deixar para trás o que ja foi, vivenciar um presente perseverando em nossa longevidade. :P
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+1 #7 Elizabeth 26-04-2012 19:10
Ellen, tb engordei apóa a morte de meus pais, a ansiedade (e a saudade) é enorme... Após um ano veio as dores nos pés e pernas, tb por falta de exercícios, mas estou tomando 2 vezes ao dia cloreto de magnésio, vendido em farmácia homeopática, e as dores estão diminuindo as poucos. Força, "menina!"
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+4 #6 danik 26-04-2012 18:48
:lol: há um ano atrás perdi tudo o que eu tinha, trabalho, casa, carro, marido..., me sobrou a saúde física e um pouco da saúde mental... resolvi aproveitar meu tempo livre e eliminei 15 kg em alguns meses, comecei a cuidar melhor de mim mesma e isso me fez muito bem. mesmo nos piores momentos a força está lá, dentro de nós. vamos nos amar e nos valorizar mais. bjo e muita força a todas.
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0 #5 Marcela 26-04-2012 16:40
Perdi meu pai exatamente há um mês e um dos problemas foi ele estar com agua nos pulmoes e eles nao conseguirem retirar devido a obesidade dele... Ao inves de entrar numa dieta pesada devido a esse problema, so penso em comer, a situação financeira la em casa está pessima e eu estou cada vez ficando mais desanimada :oops:
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+1 #4 Janaína Mello 26-04-2012 16:34
Citando Anabel Couto:
E incrível como o ser humano encontra forcas em situações e momentos de dor e sofrimento.
Eu tambem consegui eliminar sete kg apos ir parar na Emergencia com pressao alta e tendo uma linda filha pequena que depende tanto de mim. Decidi mudar totalmente meu estilo de vida e desde então, a pressao esta controlada somente com atividade física e alimentação balanceada.
Temos uma forca infinita dentro de nos, que nos impulsiona a realizar o que queremos para atingir nossos objetivos.


Parabéns Anabel. Muito bom por compartilhar sua história.

Beijos a todas!
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