Obesidade: você pode reverter esse quadro PDF Imprimir E-mail
17.agosto.11
Bookmark and Share

 

Saiba evitar o mal que atinge a metade da população brasileira e que leva embora sua autoestima e sua qualidade de vida.

 

Você é daquelas pessoas que se sentem satisfeitas quando se pesa ou daquelas que costumam falar mal da coitada da balança quando ela insiste em aumentar o seu peso? Se você se identifica com a segunda opção, cuidado! Esses quilos a mais, além de mexerem com funções vitais de seu corpo e ferirem sua autoestima, são os que levam rapidamente à obesidade, trazendo consigo doenças silenciosas e impiedosas, como o diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares, por exemplo.

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a obesidade já atinge mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo chamado Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil, realizado em 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que 49% da população brasileira acima de 20 anos convive com esse mal.

 

Por isso, em vez de brigar com a balança, procure identificar o problema enquanto ele ainda está no início, pois é mais fácil resolvê-lo. “Ninguém ganha 50kg de uma hora para outra, instantaneamente. Se você já atingiu a barreira dos 5kg a mais, então está na hora de começar a pensar numa forma de reverter isso. Quanto mais cedo você agir, mais chances você tem de se livrar da obesidade”, explica o endocrinologista Wanderley Amorim.

 

Por outro lado, a baixa autoestima é um dos fatores que mais contribui para o aumento de peso, pois assim que começam a aparecer os quilos a mais, automaticamente a pessoa vai se desmotivando, entregando os pontos. Em consequência disso, acaba engordando mais.

 

Para não cair nessa armadilha, visite um médico o quanto antes para tentar entender a origem do problema. Segundo a médica nutróloga Liliane Oppermann, apenas 2% dos casos têm causa genética. Os demais estão relacionados ao estilo de vida, ou seja, aos hábitos alimentares, sedentarismo e estresse. “Todos esses fatores podem levar ao desequilíbrio hormonal”, lembra Liliane. E o endocrinologista Wanderley concorda: “A questão emocional é importante: traumas psicológicos, cansaço e pressões externas têm grande interferência nos hormônios”.

 

Disfunção

Se esses fatores mexem com os hormônios que regulam o metabolismo, certamente influenciam no ganho de peso. Em alguns casos, a disfunção hormonal, que vai além das causadas por questões emocionais ou de idade, tem a ver com o mau funcionamento das glândulas que deveriam produzir esses hormônios. Para cada caso há um tratamento distinto. “O ideal é sempre consultar um médico para que ele possa identificar exatamente os fatores bioquímicos alterados, bem como apontar as falhas no estilo de vida que possam levar ao aumento de peso”, aconselha a nutróloga.

 

Na maioria dos casos, a reeducação alimentar e a inclusão de exercícios físicos na rotina diária ajudam a resolver o problema. Porém, vale ressaltar que a mudança nos hábitos de vida deve ser acompanhada de perto por profissionais qualificados, no caso, nutricionistas, endocrinologistas e professores de Educação Física. São eles que conduzirão o processo de uma forma mais adequada, fazendo com que o emagrecimento venha acompanhado de mais saúde.

 

“Muitas vezes a pessoa acaba tomando as decisões com base no impulso, recorrendo a dietas milagrosas, que prometem perda de peso em curto espaço de tempo. Porém, ela não sabe o mal que isso faz, pois, em vez de transformar gordura em músculos, que é a principal meta a ser alcançada, ela acaba perdendo massa muscular e aumentando o ganho de massa gorda. Isso piora ainda mais o quadro”, explica o endocrinologista Wanderley, que completa: “Só se constrói um prédio com tijolos, e só se cria músculos com uma boa alimentação”.

 

Os casos nos quais o problema está intrinsecamente ligado às questões emocionais, é recomendado apoio psicológico. Já quando o ganho de peso está relacionado ao mau funcionamento das glândulas, é preciso um tratamento específico. “Quando uma glândula está funcionando mal, ela precisa ser tratada. E não há mudança de hábito que resolva o problema”, explica Wanderley.

 

Uma dica importante para quem deseja se manter longe da obesidade é a vigilância constante. Ou seja, saiba interpretar melhor as informações enviadas pela balança, pelo espelho e pelas roupas que não servem mais. Esses elementos costumam ser os “melhores amigos” de quem está acima do peso, pois, além de não mentirem para você, eles avisam imediatamente assim que você ganha uns quilinhos a mais. E não esqueça: somente a alimentação adequada e a atividade física podem lhe proporcionar dias mais felizes, repletos de saúde e com autoestima elevada.

 

Texto retirado da Revista Curves edição nº 5.

 

Comentários  

 
+2 #12 dandara 09-10-2012 12:19
:D :D :D :D :D :D :D :D :D :D sou gorda mas sou felis
Citar
 
 
+2 #11 dandara 09-10-2012 12:15
:cry: sou gordaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaa e triste
Citar
 
 
+10 #10 Cristiane Suzuki 30-08-2011 22:51
;-) Eu sempre fui obesa e em maio, fazendo o check up anual, descobri estar diabética. Graças à Curves e muuuuuuuita força de vontade já mandei embora quase 15 kilos desde março! Reeducação alimentar e exercícios fazem milagres!
Citar
 
 
+5 #9 Ana Lucia 30-08-2011 16:20
Muito interessante o artigo, levando em conta que a obesidade tem sido um dos principais males da vida moderna. Entretanto, julgo ser igualmente importante ressaltar que nem sempre o aumento de peso está relacionado ao aumento de gordura corporal, pois alguém que faça um programa de hipertrofia muscular ceramente terá ganho de peso sem que por isso esteja mais gordo(a). Isso explica o fato de algumas pessoas ficarem mais "pesadas" quando iniciam atividade física intensa. Afinal, músculo pesa mais do que gordura, não é?
Citar
 
 
-3 #8 tania regina ribeiro 30-08-2011 08:17
Bom dia a todos, gostaria de saber se a curves não pode unir o útil ao necessário como por exemplo ter assistencia de um médico endocrinologist a
para nos avaliar , e um nutricionista para nos orientar na alimentação...?
O custo ficaria mais elevado porém....de qualquer forma temos que pagar os três!!!!mto obrigado !!! Tania
Citar
 
 
-7 #7 carlitani 30-08-2011 07:48
tenho 25 anos peso 65 kgs,1,63 de altura.
depois q tive minha filha engordei 15 kgs,ai começaram os problemas descobri q estou impertensa,n consigo fazer dieta,como o tempo todo,to com meu alto estima la em baixo.nao tenho tempo p fazer exercicio.ando mt extressada.peço ajuda.nao quero emagreçer quero perder as gorduras o q eu faço?
Citar
 
 
+3 #6 Nancy Almeida 29-08-2011 19:07
tenho 60 anos , um problema fisico e não posso fazer muitos exercicios,há uns 5 anos comecei a ganhar peso,ja fiz regimes, dietas , tomei remedios...no inicio até perco uns kilos, mas depois voltam...me ajudem , pois estou mal das pernas devido ao peso
obrigada
Citar
 
 
-5 #5 MARIA 29-08-2011 17:57
;-) como faço para perde peso sem perde a saúde
Citar
 
 
0 #4 cristiane santana 29-08-2011 17:07
Eu emagreci 30 kg em dois anos com atividade física e alimentação quase correta, mas agora ganhei 10 e não consigo perder de jeito nenhum. Alguém pode me ajudar?
Citar
 
 
-6 #3 Rosana 29-08-2011 16:34
:zzz
Estou com 66k,1,64 cm,estou me sentindo preguiçosa,me incomoda muito o sono que sinto.Corro,pedalo,do que mais preciso?Rosana Alves,47 anos.
Citar
 
 
-5 #2 ubirajara melo 29-08-2011 14:04
Fiz redução de estomago,perdi 60 kg em menos de um ano,mas ganhei 10 kg dois anos após,preciso de ajuda,pois está difícil perde-los agora.Não posso fazer exercícios demais por problemas na coluna.
Citar
 
 
+5 #1 Luci Marin Pioli 29-08-2011 13:52
Emagreci 60 kgs coma red de estomago, mas engordei 10 e nao os quero..Me ajudem
Citar
 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar